quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Transtornos do Neurodesenvolvimento


Na clínica neuropsicológica é comum que pais apresentem dúvidas em relação a alguns termos usados com frequência atualmente, como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Dislexia, dificuldades de aprendizagem, Transtorno do Espectro Autista (TEA), dentre outros. Mas o que significam todos esses termos? Essas terminologias fazem parte de um grupo de transtornos que são classificados como Transtornos do Neurodesenvolvimento (TN). 

Os Transtornos do Neurodesenvolvimento (TN) são conjuntos de características com início na fase do desenvolvimento, cujas manifestações desenvolvem-se de maneira precoce na vida da criança que, em geral, se prenunciam antes da vida escolar ou em anos escolares iniciais. Os sintomas marcados pelos TN podem incluir dificuldades de aprendizagem, déficits comportamentais, prejuízos na participação social e comprometimento acadêmico; o que poderá refletir no indivíduo adulto características como dificuldades profissionais, bem como prejuízos na vida pessoal, incluindo relacionamentos afetivos e independência financeira. Em alguns transtornos as sintomatologias clínicas podem sinalizar inclusive prejuízos globais nos domínios que compõem a inteligência, prejuízos com o autocontrole, comprometimento das habilidades sociais, ou atrasos em marcos importantes do desenvolvimento.

Fazem parte dos TN: Transtorno de Deficiência Intelectual, Atraso Global do Desenvolvimento, Transtornos da Comunicação, Transtorno do Espectro Autista, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, Transtorno Específico de Aprendizagem, Transtornos Motores, entre outros.
As neurociências têm evoluído muito nas últimas décadas e com isso vários instrumentos foram desenvolvidos para o diagnóstico e tratamento destes transtornos. No diagnóstico, utiliza-se como principal aparato a avaliação neuropsicológica, que consiste em avaliar as dimensões neurobiológicas, socioambientais, educacionais, familiares e de estimulação. Assim, é indispensável que o profissional possua conhecimentos aprofundados e atualizados, pautados na Especialização em Neuropsicologia, a fim de que o diagnóstico, intervenção e reabilitação se deem de forma adequada e subsidie o cuidado e as orientações aos pais e a criança. 


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